Planejamento e gestão estratégica

Quando um gestor ou gestora assume este papel, está diante de um barco em movimento, e de um ambiente estabelecido. Se está, nesta posição, é de imaginar que tenha determinadas competências e visões estabelecidas sobre a instituição que dirige.

Há diferentes variáveis que incidem nos resultados de uma gestão, mas, queremos aqui, iluminar a visão estratégica. Visão estratégica é aquela que  revela o mais importante a ser realizado,  que atua diretamente na vida das pessoas no curto, médio e longo prazo. E que ilumine as prováveis condicionantes para realizar os resultados que almeja. Estabelecendo conexões entre processos e atores (stakeholders) de forma a construir caminhos, desenvolver habilidades e prever necessidades para realizar sua visão.

Para construir uma visão estratégica, se exige um profundo conhecimento do ambiente interno e externo da instituição, clareza sobre os problemas a serem enfrentados, determinação  e capacidade de liderança.

Admitimos que há raras pessoas com capacidades de construir uma visão estratégica para a instituição, partindo exclusivamente de sua própria experiência. Mesmo assim, não há ninguém que consiga aplicar sozinho determinada visão estratégica.

Para o desenvolvimento dos processos de construção da visão estratégica de uma instituição pública ou privada,  quanto mais grupos de interesse estiverem envolvidos, mais assertiva tende a ser esta visão e mais efetivo será sua interiorização junto a equipe diretiva, área técnica e outros atores.

No perspectiva de construção da visão estratégica que adotamos, um conjunto de variáveis que não está sob controle de quem planeja, não precisa ser necessariamente desfavorável. Atores externos a instituição, que incidem sobre a construção de sua visão estratégica, acabam por atuar em sentido favorável, quanto maior for sua participação e comprometimento com o desenho.

Visão estratégica nesta perspectiva poderia ser traduzida como a clareza que os principais atores desenvolvem no processo, sobre para onde se quer ir, aproveitando as melhores condições e oportunidades do caminho e se preparando para as intempéries, pois que algumas não são controláveis e outras não são previsíveis, mas “não existe vento a favor para quem não sabe a que porto se dirige” (Sêneca).